A ruga que o vento imprime no rosto do mar faz do rosto dos velhos um oceano ímpar.
A curva do tempo é linear para todos; sendo tangente no nascimento e na morte de cada um de nós. A curva do tempo não tem caminhos para contornar, por entre ela, através se exprime.
A curva do tempo é a equação matemática que determina milimetricamente a distância das estrelas, e a radiação são ondas luminosas. A curva do tempo não se desenha, propaga-se.
Cada gota de água traz em si a curva do tempo, a cadência da chuva ou da torneira que pinga, sempre cede sob o seu peso, desenha a curva do tempo.
As lágrimas propagam-se pelo rosto.
A tensão superficial dos líquidos demonstra e valida a curva do tempo, nem mais uma gota.
A curva do tempo é uma das coisas que amo no teu corpo.
Breves inclinações, ladeiras íngremes, derrames visuais da curva do tempo, segmentos aprisionáveis de um todo imperceptível.
A curva do tempo demonstra-se matematicamente, o “fenómeno” da gravidade, a matéria cede perante e sob ela, e a curva do tempo se conjuga.
A curva do tempo sob os teus pés na laje gasta dos cafés.
A curva do tempo sobre a laje gasta dos cafés na abóbada celeste entre dois horizontes tão longínquos quanto a vista alcança.
A terra não é redonda, cede à força da gravidade que é uma forma da curva do tempo. A terra é plana e o tempo gira.
Quantas voltas deste tu ao Sol, quantos segmentos dessas voltas exprimem o passar do tempo.
Crês agora na curva do tempo?