Quarta-feira, Março 29, 2006
Sábado, Março 11, 2006
El Caballero de La Blanca Luna

Yace aquí el Hidalgo fuerte
que a tanto estremo llegó
de valiente, que se advierte
que la muerte no triunfó
de su vida con su muerte.
Tuvo a todo el mundo en poco;
fue el espantajo y el coco
del mundo, en tal coyuntura,
que acreditó su ventura
morir cuerdo y vivir loco.
Sexta-feira, Março 10, 2006
LOCUS ISTE
Locus iste a Deo factus est,inaestimabile sacramentum;irreprehensibilis est.

Anton Bruckner (1824-1896)
"... sonoridade de Bruckner caracteriza-se por uma amplidão, fluidez e um poder tal, que constantemente faz lembrar um grande órgão de tubos, “espécie de místico gótico extraviado por erro no século XIX” (Wilhelm Furtwängler). De temperamento tímido e inseguro, Bruckner nunca conseguiu impor as suas composições, as quais eram autênticos fracassos junto do público vienense da época, frívolo e preconceituoso, apesar de defendida por ilustres personalidades como Richter, Arthur Nikisch e mesmo Gustav Mahler. Sempre em busca da perfeição, Bruckner revê constantemente as partituras das suas composições, razão pela qual existem hoje duas ou mais versões das mesmas sinfonias, sendo possível ao intérprete actual escolher a versão que mais lhe agrada. Toda a sua obra é um louvor a Deus e a Ele é dedicada (a nona sinfonia é-Lhe expressamente dedicada), aliás Bruckner é o maior músico “teológico” do século XIX e tal como Bach, serviu-se da música como instrumento de louvor. Bruckner faleceu em 1896 e, a seu pedido, encontra-se sepultado por debaixo do grande órgão de tubos que em vida tocou.."

Anton Bruckner (1824-1896)
"... sonoridade de Bruckner caracteriza-se por uma amplidão, fluidez e um poder tal, que constantemente faz lembrar um grande órgão de tubos, “espécie de místico gótico extraviado por erro no século XIX” (Wilhelm Furtwängler). De temperamento tímido e inseguro, Bruckner nunca conseguiu impor as suas composições, as quais eram autênticos fracassos junto do público vienense da época, frívolo e preconceituoso, apesar de defendida por ilustres personalidades como Richter, Arthur Nikisch e mesmo Gustav Mahler. Sempre em busca da perfeição, Bruckner revê constantemente as partituras das suas composições, razão pela qual existem hoje duas ou mais versões das mesmas sinfonias, sendo possível ao intérprete actual escolher a versão que mais lhe agrada. Toda a sua obra é um louvor a Deus e a Ele é dedicada (a nona sinfonia é-Lhe expressamente dedicada), aliás Bruckner é o maior músico “teológico” do século XIX e tal como Bach, serviu-se da música como instrumento de louvor. Bruckner faleceu em 1896 e, a seu pedido, encontra-se sepultado por debaixo do grande órgão de tubos que em vida tocou.."
Sábado, Março 04, 2006
New York Spleen

http://www.oneringzero.com/audio/SophieAusterLastPoem.mp3
Ce parcours poétique est le fruit d’une rencontre entre Sophie Auster, alors âgée de seize ans, et les musiciens du groupe One Ring Zero, Michael Hearst et Joshua Camp. Ce duo basé à Brooklyn a cinq albums à son actif dont le dernier, New York Spleen, est sorti récemment chez Naïve. C’est sur ce projet de livre-CD illustré, salué par la critique, que One Ring Zero a sollicité la participation de Paul Auster et que l’idée d’une rencontre entre Sophie, dotée d’une voix exceptionnelle, et les deux musiciens est née. Quelques textes de l’album ont été écrits par Sophie et Paul Auster, qui est également l’auteur des adaptations des poèmes de Robert Desnos, Tristan Tzara, Paul Eluard ou Philippe Soupault. Comme sorties d’un juke-box, ces onze ballades romantiques aux mélodies rétro, parfois magiquement dégingandées (Le Pont Mirabeau), nous emportent hors du temps.
maybe I am...
Sexta-feira, Março 03, 2006
MA VIE
Tu t'en vas sans moi, ma vie.
Tu roules.
Et moi j'attends encore de faire un pas.
Tu portes ailleurs la bataille.
Tu me désertes ainsi.
Je ne t'ai jamais suivie.
Je ne vois pas clair dans tes offres.
Le petit peu que je veux, jamais tu ne l'apportes.
A cause de ce manque, j'aspire à tant.
A tant de choses, à presque l'infini...
A cause de ce peu qui manque, que jamais tu n'apportes.
Henri Michaux - La Nuit Remue
Quinta-feira, Março 02, 2006
Branca de aneve
"estou louca de inveja e sou
má por natureza
penso criança que julgas
porque bem olhas para os dedos dos pés
a confiança não tem uma linguagem tão rápida
pois brinquemos, dancemos e gritemos
em vez de olhar prefiro escutar
queres ver e ficar sem fala?
sentidos
vai ter com outra a flor
se não sente pensa pouquíssimo
caixão de vidro
tão agarrada estás a esses
traços que sempre tendes de os desenhar
é doce e delicioso para quem
simplesmente o faz
Com beijos
a ternura é visível nas sobrancelhas
é um jogo, venham para o jardim
mágoa conduz à fraqueza
a dor do coração dá para brincar
o impulso quente da vida
agora que estou viva deitas-me
fora como se morta estivesse
borda-me um pano de amor
dá um beijo mortal ao pecado
se o amor tivesse menos
palavras talvez fosse
mais a falar
dizer sim faz muitíssimo
bem e (é muito) doce
a tua alma falar, acredita em ti
ela é doce como um sonho doce
esquecei a culpa num
aperto amigável
fora com o juiz que não
sente, se não sente
então pensa pouquíssimo
não me agrada um amor
assim...
é tudo rápido demais
és areia no olho da rainha
tens de deixar o nosso belo mundo
a ternura é visível nas sobrancelhas
trazei-me esse outro juiz
do sentimento doce e escutai
o que ele diz:
oh não diz nada e sorri
o ódio alimenta o amor
lá nunca o ódio perturbou o
amor...
se lá havia amor não sei...
aqui sim, pois só existe
o ódio.
o mundo não é o doce mundo
a mãe não é mãe
o amor é ódio mudo e desconfiado
o príncipe é um caçador
a vida, morte
o escárnio fica mal numa boca tão doce
o desgosto depressa se esquece quando a dádiva do amor anda por perto
o pecado é para esquecer
antes de se apunhalar teria que apunhalar a sua
própria doçura.
o ávido ouvido do mundo...
a confiança é um prazer calmo
a dor do coração dá para brincar
a confiança não teria uma linguagem tão rápida.
borda num pano de amor, quero lá saber
devo-lhe amar e através de si o amor
meu homem único
primeiro um beijo
pudesse eu desaparecer
não fales demasiado pouco
não vão tuas poucas palavras
dizer demais
estai alegres
pois podeis ser alegres
não
má por natureza
penso criança que julgas
porque bem olhas para os dedos dos pés
a confiança não tem uma linguagem tão rápida
pois brinquemos, dancemos e gritemos
em vez de olhar prefiro escutar
queres ver e ficar sem fala?
sentidos
vai ter com outra a flor
se não sente pensa pouquíssimo
caixão de vidro
tão agarrada estás a esses
traços que sempre tendes de os desenhar
é doce e delicioso para quem
simplesmente o faz
Com beijos
a ternura é visível nas sobrancelhas
é um jogo, venham para o jardim
mágoa conduz à fraqueza
a dor do coração dá para brincar
o impulso quente da vida
agora que estou viva deitas-me
fora como se morta estivesse
borda-me um pano de amor
dá um beijo mortal ao pecado
se o amor tivesse menos
palavras talvez fosse
mais a falar
dizer sim faz muitíssimo
bem e (é muito) doce
a tua alma falar, acredita em ti
ela é doce como um sonho doce
esquecei a culpa num
aperto amigável
fora com o juiz que não
sente, se não sente
então pensa pouquíssimo
não me agrada um amor
assim...
é tudo rápido demais
és areia no olho da rainha
tens de deixar o nosso belo mundo
a ternura é visível nas sobrancelhas
trazei-me esse outro juiz
do sentimento doce e escutai
o que ele diz:
oh não diz nada e sorri
o ódio alimenta o amor
lá nunca o ódio perturbou o
amor...
se lá havia amor não sei...
aqui sim, pois só existe
o ódio.
o mundo não é o doce mundo
a mãe não é mãe
o amor é ódio mudo e desconfiado
o príncipe é um caçador
a vida, morte
o escárnio fica mal numa boca tão doce
o desgosto depressa se esquece quando a dádiva do amor anda por perto
o pecado é para esquecer
antes de se apunhalar teria que apunhalar a sua
própria doçura.
o ávido ouvido do mundo...
a confiança é um prazer calmo
a dor do coração dá para brincar
a confiança não teria uma linguagem tão rápida.
borda num pano de amor, quero lá saber
devo-lhe amar e através de si o amor
meu homem único
primeiro um beijo
pudesse eu desaparecer
não fales demasiado pouco
não vão tuas poucas palavras
dizer demais
estai alegres
pois podeis ser alegres
não
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