Ninguém ama o coração como um cardiologista, como se um mecânico gostasse mais do teu carro que tu. Médico algum disseca cadáveres como um tanatologista analisa o paciente (adiado). E é cego quem não vê, como é óbvio que quem não vive não pensa. E existir implica pensar. Se pensar importa, como pensar o coração e a morte e a vida e a sorte. "..saúde e sorte..." por 37 cêntimos encardidos na tua caneca de esmola.
Um respiro, um instante um descanso. A turba rodeia, contorna, a estátua contemplativa por segundos de pensar inerte. Fechar os olhos e não ver, e o ruído vai-se, e o coração ecoa dentro. Como o carro que conduzes espera o verde, a cela e o volante, conduzir e ir a algum lado. Direcção é diferente de sentido, a direcção da vida é a morte. O coração ecoa dentro, sentido. Tilintaram 37 cêntimos encardidos na tua caneca de esmola.
Salve-se o corpo, ignore-se. Imolar a alma, combustível de primeira,
Spodiodi, dizias tu: um agasalho porreiro para um corpo manhoso. É a figura que conta e largar cenário...