Desistir, de repente não ser
Não adiar, não ansiar, não querer
Mas sim, sempre dói, molesta e corrói
A ferida que não sara, que sem doer
Afinal…
Entrever, espreitar por vir
Sim temer e sofrer e mentir
Mas não, nunca sabes, ilude e insiste
O livro que fecha, como que a sentir
O final.
E outro
Lembrar, desfolhar a escrita
Nem talvez, nem porquês, nem outra vez
Sei pouco, nunca mais, demais agora
E não posso que posso o que me pesa
Que elevo de importância tanta
Insignificância, de fome pouca
Nem a vida da vida me poupa…

