Pela primeira vez, deixei-as adormecer ao relento, as plantas; o manjericão, a menta e a camomila. O Gato Amarelo está aqui deitado ao meu lado, parece que o nosso pequeno desaguisado está quase sanado. Pacificado.
Também foi hoje que vi futebol, e falei de filosofia. Tinha algo que ver com Linguagem, nunca se sabe; estes filósofos falam, falam e não se lembram do que falam...
Foi na casa dos amigos bonitos, porque se dizem feios sem o ser. Gosto deles e do que constroem, e da sua lucidez como o sabem (não falso) condicionado. Depois, a filosofia; quantas horas passo eu a ouvir e a falar. Esqueço do Mundo.
Porra, o Mundo!
Esse, nem lhe falo, nem ele me fala, que se foda.
E Nós, eu e tu, esse reencontro tão querido. Fazia tempo que me não visitavas... Devias andar a treinar a caligrafia (escreve no computador!?), ou a sintaxe (como se percebesse alguma coisa do que diz) ou quem sabe estarias tu a preguiçar, trabalhando a cabeça?!
Eis-me, e Sou! Em verdade, bem a sabes, fazia tudo isso; apurava o toque das teclas, elaborava o título complexó-simples, e quanta preguiça!!!
Tenho mais Plantas, mas estas são novas, criei-as num alfobre; aquele que o Gato Amarelo trucidou. Agora: junto ao Serpão, à Salsa, aos Cravos, aos Miosótis e àquela Flor Sem Nome (de que as lagartas se alimentam noctívagas), as sementes findas rompendo. Deliro olhá-las, e são Plantas e vivas!
Tudo fora simples, Ser como o Gato Amarelo, que lhe basta Sendo já É! É Gato e é Amarelo, faz o que os Gatos fazem e nada se lhe pede. Fora um Cão Preto, e teria que o passear e Ele não seria ele se o não condicionasse a ser Cão Preto, (os cães são espertos e podem ser muita coisa, companhia, guarda, pastor etc...). Um Gato Amarelo É; nada se espera... Nasce vive e morre, mas sem penas, porque Foi!
Agora as minhas Plantas... Que sejam Grandes, e Bonitas! Eu as construí!
Mas hoje dormirão na rua... E nunca mais é de manhã, outro dia, para as ir resgatar!
Domingo, Junho 08, 2008
Quinta-feira, Junho 05, 2008
Brian Ferry - More than this!?
Pude logo sentir na altura
Não haver forma de saber
Folhas caídas na noite
Quem pode dizer para onde as sopra o vento
São livres, nesse momento
Se calhar, aprendendo
Por que na maré o mar
Não tem para onde voltar
Mais do que isto, tu sabes não haver
Mais do que isto, diz-me uma coisa
Mais do que isto, o que existe é nada
Foi divertido durante uns tempos
Não havia modo de saber
Como um sonho na noite
Quem pode dizer para onde iremos
Sem cuidado no mundo
Talvez esteja a aprender
Por que na maré o mar
Não tem para onde voltar
Mais do que isto, tu sabes não haver
Mais do que isto, diz-me uma coisa
Mais do que isto, o que existe é nada
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