Que a manha se precipite
E em raiva consuma os meus olhos
Horrorizados por tamanha compreensão
Que toda a luz se junte
E num único raio consuma a escuridão
Louvada por quantos vivem
Que o homem se cale
E por uma vez ouça
Os gemidos da sua própria miséria
Que a esperança não é mais
que a força dos fracos
deixa que a tristeza e o desespero
te abracem
e sente a sua asfixia, que é a tua
deixa-te embalar na doce melodia
sorri, revela a tua fraqueza
e assume a dor como a única certeza
a redenção não esta em ti
mas no espírito que te habita
confundirás desprezo com amor
e ao afirmares a tua certeza
afirmarás a tua dor
miséria, e uma tentação inaudita
artifícios de prazer
que te levarão à miséria
convicção, valerá tanto como ilusão